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Reconstrução de Mama após Mastectomia

Mulher depois de passar pela cirurgia de mastectomia
19jun, 2020

Pacientes diagnosticadas com câncer de mama geralmente precisam ser submetidas à mastectomia, uma intervenção cirúrgica que consiste na retirada total ou parcial dos seios. Para minimizar os efeitos deste procedimento, as mulheres podem optar pela realização da reconstrução de mama após mastectomia, a fim de restaurar a sua autoestima.

A cirurgia reparadora para a reconstrução de mama após mastectomia é capaz de restaurar a forma, aparência e tamanho do seio, trazendo qualidade de vida, autoestima e autoconfiança para a paciente.

Como é feita a reconstrução de mama após mastectomia? 

Existem diferentes tipos de reconstrução de mama, e a forma mais adequada para realizar a cirurgia depende do procedimento que foi realizado para a retirada dos seios. O cirurgião plástico levará em consideração a porção do tecido mamário que foi preservada, além das características individuais da paciente e suas expectativas.

As principais formas de reconstrução de mama após mastectomia são com tecidos a própria paciente (retalhos cutâneos), com implante de prótese de silicone, uso de expansor cutâneo.

A prótese de silicone geralmente é indicada para casos em que mastectomia não comprometeu tanto a quantidade de pele disponível, ou para pacientes que possuem tecido suficiente para a reconstrução de mama. Neste procedimento, é importante a recomendação do médico para a indicação correta da prótese de acordo com o biótipo e formato da mama.

O procedimento de expansores cutâneos consiste em inserir uma espécie de prótese vazia sob a pele para promover a expansão do tecido gradualmente — através de aplicação de soro fisiológico —, até atingir o tamanho desejado. Em seguida, é realizada uma segunda intervenção para a remoção do expansor e colocar o implante definitivo ou reconstrução com retalhos cutâneos da própria paciente (área doadora mais comum é o abdome).

Na reconstrução mamária com retalhos de pele, é retirada uma área de tecido do próprio corpo da paciente para reconstruir a mama. Os principais tipos de transferência são:

  • Retalho miocutâneo do músculo reto abdominal (TRAM): são utilizados a pele, gordura e músculos da parte inferior abdominal. O procedimento cria uma espécie de túnel, encaminhando o tecido até a mama, mas fazendo com que ainda se permaneça preso à área de onde foi retirado;
  • Retalho perfurante da artéria epigástrica (DIEP): retira parte do tecido adiposo da barriga para então ser inserido na região que será reconstruída, técnica que poupa a musculatura da parede abdominal, sendo necessária a conexão dos vasos do abdome com os vasos da área receptora (técnica microcirúrgica);
  • Retalho do músculo grande dorsal: indicado em casos que não há pele o suficiente na mama ou impedimento de uso de retalho de outra região, esse procedimento realiza a rotação de retalho ou músculo grande dorsal (nas costas) do mesmo lado da mama que precisa ser reconstruída, frequentemente associado ao uso de prótese de silicone.

A reconstrução mamária pode ser imediata ou tardia, ou seja: a paciente pode escolher por realizar a reconstrução junto com a mastectomia, se submetendo à apenas um período de recuperação. Caso não seja possível, há a opção de realizar a cirurgia em outro momento.

Pré e pós-cirúrgico da reconstrução mamária 

O pré-operatório é praticamente o mesmo de qualquer outra cirurgia, sendo exigida a realização de diversos exames, como sangue, coagulação, glicemia e eletrocardiograma. Esta avaliação é fundamental para que sejam analisados os possíveis riscos e para ter conhecimento das condições de anestesia e cicatrização da paciente.

O momento do pós-operatório é um pouco mais delicado, exigindo que a paciente tenha o acompanhamento de alguém próximo, pois é recomendado realizar o repouso relativo, qualquer movimentação intensa dos braços.

Alguns dos cuidados necessários na reconstrução de mama após mastectomia são:

  • Seguir rigorosamente às recomendações médicas;
  • Realizar fisioterapia, quando indicado pelo cirurgião;
  • Usar sutiãs adequados, garantindo a sustentação dos seios;
  • Não praticar nenhum exercício físico e tampouco dirigir no primeiro mês;
  • Evitar a exposição da área operada ao sol, por 6 meses;
  • Adotar uma alimentação saudável, tanto no pré como no pós-operatório;
  • Comparecer em todas as consultas após a reconstrução de mama após mastectomia;
  • Reportar qualquer dor, febre ou mau odor intenso nos curativos.

A cirurgia de reconstrução de mama após mastectomia é uma ótima escolha para reconquistar a autoestima da paciente, renovando a sua confiança e qualidade de vida. Para saber se essa cirurgia é indicada, agende uma consulta com um médico associado à Sociedade Brasileira de cirurgia Plástica (SBCP) e tire suas dúvidas sobre o assunto.

Fontes:

Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA);

Clínica de Cirurgia Plástica Dr. João Pedro Biló.

Cirurgião plástico formado pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP e com especialização em Microcirurgia e Cirurgia Reparadora pela mesma instituição. Também, Médico Colaborador do Setor de Microcirurgia e Reconstrução de Membros Inferiores da Disciplina de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina (UNIFESP / EPM).

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