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Ginecomastia

Ginecomastia

A ginecomastia é caracterizada pelo desenvolvimento anormal da glândula mamária em homens, uma condição benigna que está relacionada ao excesso de tecido mamário — e não ao excesso de gordura, como muitas pessoas pensam.

A condição pode ser tanto transitória como permanente, sendo recomendada a observação do paciente para ver como será a evolução do problema e avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica para correção da condição.

Enquanto nas mulheres ocorre um estímulo hormonal para o crescimento da glândula mamária a partir da adolescência, nos homens esta não é uma alteração esperada. A mama masculina normal, portanto, é formada apenas por gordura e glândula mamária não desenvolvida. Em alguns indivíduos, porém, ocorre um desequilíbrio na relação entre hormônios masculinos e femininos, gerando assim a ginecomastia.

Este desequilíbrio hormonal é considerado normal em algumas fases da vida, como logo após o nascimento, na puberdade e na velhice. Nesses casos, a alteração tende a se resolver naturalmente, demandando apenas acompanhamento do problema.

Como saber se é ginecomastia?

O principal sintoma da ginecomastia é o aumento do volume dos seios, uma consequência do aumento da glândula mamária. Ao exame físico, este tecido é consistente quando submetido à palpação, uma característica que ajuda a diferenciar esta alteração da chamada pseudoginecomastia — que consiste no acúmulo de gordura, apenas, sem que haja aumento no volume do tecido das mamas.

Também chamada de lipomastia, a pseudoginecomastia é uma condição que geralmente acomete homens com sobrepeso, mesmo que eles não sejam necessariamente obesos. Neste caso, o volume mamário se apresenta em formato de tecido mole e difuso, podendo ser combatido com a prática de exercícios físicos e reeducação alimentar para que o organismo elimine a gordura acumulada.

Para obter um diagnóstico preciso e que diferencie a ginecomastia da lipomastia, são realizados exames como cálculo do Índice de Massa Corporal – IMC – do paciente para identificação do sobrepeso, além de ultrassonografia das mamas e mamografia para verificação da existência de nódulos. Também pode ser solicitada uma avaliação hormonal para complementar, bem como outros exames de imagem.

O que ajuda a eliminar a ginecomastia?

Dependendo de suas causas, a ginecomastia pode desaparecer naturalmente sem a necessidade de se adotar um método para eliminar o problema. Em recém-nascidos, por exemplo, a causa mais comum da alteração é o contato do organismo com o estrogênio da mãe durante a gestação. Neste caso, o aumento do volume mamário é transitório e geralmente se resolve rapidamente.

Em adolescentes, o crescimento da glândula está associado ao aumento tardio da quantidade de testosterona presente no organismo, enquanto nos idosos o problema é causado pela queda nos níveis deste mesmo hormônio. Em ambas as situações, a ginecomastia também é passageira, embora possa causar um grande desconforto e problemas de autoestima aos pacientes.

Algumas condições de saúde e situações específicas também podem levar ao desenvolvimento da glândula mamária, e a forma mais adequada de eliminar a ginecomastia pode envolver a suspensão de medicamentos e até mesmo tratamentos paliativos. É o caso, por exemplo, dos indivíduos que:

  • Estão passando por tratamento quimioterápico;
  • Apresentam doença hepática crônica;
  • Foram expostos a hormônios esteroides anabolizantes;
  • Possuem defeitos congênitos;
  • Foram diagnosticados com hipertireoidismo;
  • Fazem tratamento hormonal para câncer de próstata.

Quando a ginecomastia precisa de tratamento?

É importante salientar que indivíduos com ginecomastia não apresentam chances aumentadas de desenvolver câncer de mama. Apesar disso, o aumento das mamas em homens pode ser bastante constrangedor e prejudicial à autoimagem, causando grande desconforto ao indivíduo. Em alguns casos, a alteração pode inclusive causar dor física  ou sensibilidade.

A necessidade de tratamento depende diretamente das causas do problema. No caso das ginecomastias que estão associadas à presença de patologias ou uso de medicamentos, o tratamento da doença ou a suspensão do fármaco, normalmente, são suficientes para que ocorra a regressão do volume mamário.

No caso de bebês e adolescentes, a alteração regride de maneira espontânea, sem a necessidade de tratamento. Em homens mais velhos, pode ser necessário um tratamento de reposição hormonal ou até mesmo medicamentos específicos.

Indivíduos que possuem aumento moderado a grave do volume mamário, entretanto, dificilmente apresentarão regressão espontânea e completa da ginecomastia. Nesses casos, a cirurgia plástica de mama é a única opção de tratamento disponível.

Cirurgia de mama masculina

A correção cirúrgica da ginecomastia é um procedimento realizado com o intuito de reduzir o tamanho das mamas. O procedimento geralmente é indicado para indivíduos com ginecomastia que se sentem desconfortáveis com a alteração e apresentam o problema há mais de 12 meses (caracterizando a alteração como permanente), já tendo atingido o estágio de fibrose.

Assim como acontece com os demais tipos de cirurgia plástica de mama, a mamoplastia masculina para o tratamento da ginecomastia demanda um pré-operatório cuidadoso para verificar se o paciente realmente está em condições de saúde para se submeter à intervenção.

Os principais exames solicitados incluem hemograma completo, eletrocardiograma, ultrassonografia de mamas ou mamografia, função renal e coagulograma.

O procedimento é realizado a partir de uma incisão na região torácica (geralmente em torno da aréola), por onde o cirurgião plástico remove o tecido mamário excedente. Em casos mais graves, pode ser necessário reposicionar a aréola e remover também o excesso de pele da região. Muito frequentemente, a lipoaspiração na região pode ser realizada para alcançar resultados mais satisfatórios.

Para realizar uma avaliação e entender melhor como a ginecomastia pode ser tratada a partir de uma cirurgia plástica de mamas, entre em contato e agende uma consulta com o cirurgião plástico Dr. João Biló!

Fontes:

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica;

Ministério da Saúde;

Manual MSD.