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Quais os tipos de Câncer de Pele?

Cirurgião plástico analisa paciente procurando por vestígios de algum dos tipos de câncer de pele
29abr, 2020

A pele é o maior órgão humano e está exposto a uma série de fatores que podem colocar sua saúde em risco. Um dos principais é a exposição solar intensa e sem a devida proteção. Com o tempo, essa atitude pode gerar manchas na pele e desencadear um dos tipos de câncer de pele.

O câncer de pele caracteriza-se por ser um tumor mais frequente em pessoas acima dos 40 anos. No entanto, isso não impede que jovens também adquiram um dos tipos de câncer de pele, principalmente se houver uma exposição constante aos raios solares sem a correta proteção.

O câncer cutâneo é considerado raro em crianças e indivíduos negros, exceto nos casos em que esses pacientes tenham um problema prévio na pele ou histórico familiar da doença. É importante ressaltar que, mesmo com uma incidência menor, essa parcela da população deve se proteger devidamente sempre que se expuser à radiação solar.

Quais os tipos de câncer cutâneo?

O câncer de pele acontece quando as células cutâneas se proliferam de uma forma descontrolada. Dependendo da célula afetada, é possível elencar os seguintes tipos de câncer de pele:

Melanoma

Os melanomas têm origem nos melanócitos, células que produzem melanina e determinam a cor da pele do indivíduo, e podem aparecer na forma de sinais, pintas ou manchas em qualquer parte do corpo. É mais comum em adultos, sendo que em pacientes negros a condição pode surgir em regiões mais claras como a palma da mão, por exemplo.

Trata-se de um dos tipos de câncer de pele mais raros e agressivos, principalmente devido à alta possibilidade de metástase, ou seja, de se disseminar para outros órgãos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é que em 2020 ocorram 8.450 novos casos de câncer de pele melanoma.

Não melanoma

O câncer cutâneo do tipo não melanoma é o mais frequente e com menor risco de mortalidade. Por outro lado, a condição pode trazer complicações quando não são tratadas adequadamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer do tipo carcinoma (como o não melanoma também é conhecido na medicina) representa aproximadamente 30% dos casos de tumores malignos registrados no Brasil. Apesar da incidência, o não melanoma oferece chances consideráveis de cura quando é diagnosticado e tratado com agilidade.

O câncer cutâneo não melanoma pode ser classificado em dois tipos. São eles:

  • Carcinoma basocelular: trata-se do subtipo mais comum e menos agressivo. O carcinoma basocelular é caracterizado por uma lesão na pele, que se assemelha a um nódulo ou ferida, e possui evolução lenta.
  • Carcinoma espinocelular: este subtipo de câncer de pele não melanoma é mais comum em homens e atinge as células escamosas da pele, que estão presentes nas camadas cutâneas superiores. Geralmente, está associado a feridas crônicas ou exposição a agentes radioativos, ou químicos.

Como tratar os tipos de câncer de pele?

A abordagem terapêutica ideal para cada um dos tipos de câncer de pele só pode ser estabelecida por um médico após uma avaliação minuciosa do quadro. Portanto, é fundamental buscar orientação médica assim que notar pintas que mudam de tamanho, forma e cor ou manchas pruriginosas (que apresentam coceira).

Na maioria dos casos, o tratamento é feito com a cirurgia de câncer de pele. O procedimento é considerado simples e pode ser realizado em ambiente ambulatorial caso a lesão seja pequena.

Os tipos de câncer de pele devem ser tratados com urgência pelo paciente, mesmo aqueles que são considerados menos agressivos. Por isso, é importante prevenir o câncer cutâneo por meio da utilização do protetor solar nas regiões expostas ao sol, incluindo também pescoço, orelhas e mãos que são áreas comumente omitidas durante a aplicação do filtro solar. Caso queira saber mais sobre o câncer de pele e suas formas de tratamento, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. João Pedro Biló.

Fontes:

Clínica de Cirurgia Plástica Dr. João Pedro Biló;

Ministério da Saúde;

Instituto Nacional de Câncer (INCA);

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Cirurgião plástico formado pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP e com especialização em Microcirurgia e Cirurgia Reparadora pela mesma instituição. Também, Médico Colaborador do Setor de Microcirurgia e Reconstrução de Membros Inferiores da Disciplina de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina (UNIFESP / EPM).